sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Queria...

Queria ser o raiar do sol... que te tocando o rosto te vem a acordar.
Queria ser a água fria... que ferozmente te estremece e te vem a banhar.
Queria ser o cobertor... que no frio te aquece e te vem a aconchegar.
Queria ser a chuva lá fora... que teus olhos fixos se põem a contemplar.
Queria ser o estrelado céu... que à noite ficas a admirar.
Queria ser a suave brisa... que pelo teu corpo vem a passear.
Queria ser a doce melodia... que escutas antes de sonhar.
Queria ser os belos sonhos... que por mim te fizessem suspirar.
Queria ser a mulher que tu amas... com quem um dia quisesses casar.
Autora: Kátia Ferreira (3° A)

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Os planos

Dia triste. Caiu a ficha. Choro de arrependimento. O que fiz? Nada. Olho para trás, apenas tempos perdidos.
Fugiu-me o presente; tornou-se passado. O futuro me vem com arrependimentos. Não vivenciei o presente, apenas planos. Hoje, os planos acabaram. A vida mudou. Planos futuros encerram planos passados. Constantemente o mundo muda.
Futuro incerto. Planos para o futuro, planos traiçoeiros. Passado e presente, nada eu fizera.
Olhei para o futuro, não apreciei o presente. Planos que não deram certo. Minha vida tirou de mim aquilo que não vivi.
Autora: Ryanne Barbosa (3° A)

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Poesia

Se romântica ou feliz
Mas sempre um real pensamento
De um coração batendo
De alegria ou descontentamento

Belas palavras, e até amorosas
Ou simplesmente melancólicas
Uma poesia sempre externando
O que jamais sairia de dentro.
Autora: Leidinice da Silva (3°A)

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Jasmim

Das flores do meu jardim, existe a que se chama jasmim. A inocência desta flor concede-me lembranças da infância. Possui um equilíbrio que me encanta.
Quando criança, via alegre o orgulhoso jasmineiro. Perfumes exalavam-se pelo jardim. Neste instante, viajo em minhas recordações e vejo-me criança. Agarro-me aos galhos dos jasmineiros, quando os raios dourados do astro-rei misturam-se às radiantes cores dos meus jasmins. São puros e me refletem à luz.
Do alto do jasmineiro, abro os braços e sinto a brisa do nascente dia a tocar-me o rosto. Faz-me voar. Alio-me ao esparso perfume de minha flor. Torno-me mágicas lembranças. Sou o vento. Sou o aroma. Não sei como aconteceu, porque minha mente não me permite compreensão. Acredito que os encantos do jasmim tomaram conta de mim. Neste momento místico, sou criança novamente. Já não sei como voltar. Também não sei se quero.
Autor: Romário Lopes (3° A)

Criança-Brasil

Pé no chão... sonhos na mente...
Até no inconsciente... a desigualdade se sente!
Uma situação demais comovente...
Da criança-brasil, num Brasil de nossa gente!

Chão e poeira... realidade vivente...
Satisfação presente... consciência inexistente!
Brasil ineficiente, responsabilidade ausente...
Num Brasil-criança, sem compromisso presente!

Riso no rosto... fome ardente...
Um problema que vive, sente ou não sente?
Permanente situação... demais comovente...
Da criança-brasil, num Brasil de nossa gente!

Vida e futuro... criança carente...
Lazer e escola... nação deficiente!
Brasil descrente, responsabilidade ausente...
Num Brasil-criança, sem compromisso presente!
Autor: Nonato Costa

A Distância

Impetuosamente, desejo que ao meu regresso, você esteja aí. Da mesma forma: alegre, dócil, sorridente. Não quero nos olhos lágrimas de sangue. A distância poderia nos separar, mas apenas nos uniu.
Embora distantes, estamos juntos. Ontem, senti a prova. No ar, o seu inesquecível perfume. Aos meus ouvidos, os seus sussurros. Um murmúrio somente a mim perceptível. Em relances, o seu sorriso. Arrepiei-me na tênue luz noturna.
Ainda agora, as pernas vacilam. Fecho os olhos, reluto em abri-los. Novamente, tua respiração se faz escutar.
Por ti, uma intensa paixão. O coração vibra. Seus lábios prestes a me beijar. Completa-se o meu viver. Reativo alegrias num poço inundado de sentimentos. Em mim, um incêndio na floresta. Violentamente, tudo se consome. Tudo se destrói.
Sinto-me em tempestade marítima. Você triunfa, e meu feliz coração se rende. Mas a ilusão se esvai. O martírio me chega.
A realidade não permite devaneio. A distância poderia nos separar, e conseguiu.
Na memória, intensas lembranças. A despedida. Seus melancólicos olhos disseram-me adeus. Mas fui eu quem parti. Encantadoras palavras, afetuosos abraços. Doces beijos, saudosas lembranças.Na distância, cartas e e-mails. Como estás? Por traz da tela do computador, a certeza de você. Um envio, um retorno. Não estou oprimida, nem desesperada. Sei que lês o que escrevo e respondes o que pergunto.
Autora: Natália Santos Moreira

Um novo dia


Por trás de floridas árvores,
anuncia-se um novo dia.
Para alguns... a inspiração.
Para outros... nenhum encanto.
Chega-se a manhã.
Como moça de claros cabelos
...e contagiante sorriso.
As rosas vestem-se de perfume.
Um encanto de natural beleza.
Para todos... admirável.
Beleza sem dono,
...inspiram-se os mortais.
Viaja no tempo,
atravessa a imortalidade
...dia após dia.
Clara e radiante,
fazem-na os raios de sol.
Uma divina beleza.
Momentaneamente... morre.
Dá passagem à sua irmã.
...que lhe completa em ciclo.
Um encantador mistério.
Logo... o negrume dominante.
Um circuito que não pára.
Tudo é fugaz.
Em breve... a manhã novamente.
Um recomeço no horizonte.
Um encanto natural.
Uma vaidade espontânea,
...que inspira os amantes da vida.
Autor: Romário Lopes (3º A)

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Mãos...

Mão que afaga o rosto.
Mão que aperta p gatilho.
Como conseguem ser tão iguais...
-na aparência-
e... tão diferentes?
-nas ações-
As mãos atendem sentimentos.
Obedecem aos donos,
como um bom filho obedece aos pais.
A decisão provém do coração.
As mãos não são diferentes,
mas sim...
os sentimentos de quem as comanda.
Autor: Nonato Costa