segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Mares de Saudade

Vivo em mares que cantam outras cantigas, numa vastidão do universo, pensando em você. A tarde murmura melancolia, e eu não te tenho ao meu lado. Meus preguiçosos dias se estendem nos braços vespertinos. A tarde expira...
As estrelas deslumbram olhares que não são os seus. Sempre que a noite chega, estou sozinha. Ela vem-me repleta de sonhos. O mundo dorme... permaneço acordada. As estrelas viajam, ignorando a terra adormecida. Perco-me em recordações.
Distante de você, vivencio a saudade. Ela penetra-me o coração, um luar adentrando a noite. Um toque magnífico de beleza e suavidade. Os recantos mais sombrios tornam-se prateados. Enfeitam-se as singelas flores. Ameniza-se a infinita tristeza presente, porque surge em mim o encanto das tranqüilas horas passadas. Traz no gosto, beijos perdidos de amor.
Cerro os olhos e recordo dias... semanas... anos. Comigo, o brilho dos teus olhos.
Anseio-te ao meu lado, e dias menos longos. Às estrelas, imploro o teu amor. A saudade é amarga. Não tenho alento. Ela me faz sofrer. Mas bendita seja a saudade. Através dela, chega-me a tua presença.
Autora: Natália Santos Moreira

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