
Garçom! Mais gelo, por favor. Disse eu, virando-me para o salão, onde meu olhar fixou-se na imagem de uma belíssima mulher. Nunca a tinha visto. Ela vinha em minha direção. Seu andar em câmera lenta era exuberante. Eu não piscava. Sua bronzeada pele, seu flamejante rosto, sua intensa formosura me remeteram à Alencar.
Um olhar doce e firme, ela vivificava as minhas fantasias romanescas.
O gelo. Disse o garçom, tirando-me do transe. Daquele momento mágico, acordei. Mas ela continuava vindo.
Tem horas? Sua sedutora voz também me encantou.
23h18min. Uma resposta imediata, estava hipnotizado.
Conversamos. Que simpatia! Falamos sobre tudo, sobre nossos gostos, sobre sua beleza... seus negros cabelos... Seria a minha Iracema? Queira tê-la, depressa. Mas ela não me aparentava facilidade. Lancei-lhe os meus encantos.
Paguei a conta sem demora e fomos a um lugar reservado. Ela era pura, assim me disse. Seria o primeiro de sua vida? Achei estranho. Acabávamos de nos conhecer, mas isto era supérfluo.
De suas mãos, aquela taça. O nítido e brilhante cristal. O clima tornou-se ardente. Beijos e carícias. A volúpia me fazia arder em chamas. Na realidade, fui eu quem se entregou àqueles devaneios. De suas mãos, aquela taça. O fosco e brilhante cristal.
Acordei de repente. O relógio marcava 9 horas. Do meu lado, a solidão. Percebi o abismo... e a ausência de minha carteira. Não eram apenas os níqueis. Meus cartões, meu relógio de ouro, minha roupa de grife. Nem os meus sapatos italianos ficaram. Somente a minha cueca, um pouco úmida pelo lascivo gozo da noite.
Eu, mais uma vítima.
Um olhar doce e firme, ela vivificava as minhas fantasias romanescas.
O gelo. Disse o garçom, tirando-me do transe. Daquele momento mágico, acordei. Mas ela continuava vindo.
Tem horas? Sua sedutora voz também me encantou.
23h18min. Uma resposta imediata, estava hipnotizado.
Conversamos. Que simpatia! Falamos sobre tudo, sobre nossos gostos, sobre sua beleza... seus negros cabelos... Seria a minha Iracema? Queira tê-la, depressa. Mas ela não me aparentava facilidade. Lancei-lhe os meus encantos.
Paguei a conta sem demora e fomos a um lugar reservado. Ela era pura, assim me disse. Seria o primeiro de sua vida? Achei estranho. Acabávamos de nos conhecer, mas isto era supérfluo.
De suas mãos, aquela taça. O nítido e brilhante cristal. O clima tornou-se ardente. Beijos e carícias. A volúpia me fazia arder em chamas. Na realidade, fui eu quem se entregou àqueles devaneios. De suas mãos, aquela taça. O fosco e brilhante cristal.
Acordei de repente. O relógio marcava 9 horas. Do meu lado, a solidão. Percebi o abismo... e a ausência de minha carteira. Não eram apenas os níqueis. Meus cartões, meu relógio de ouro, minha roupa de grife. Nem os meus sapatos italianos ficaram. Somente a minha cueca, um pouco úmida pelo lascivo gozo da noite.
Eu, mais uma vítima.
Golpista desgraçada! Disse esbofeteando a cama. Na lateral direita, um pequeno bilhete, num manuscrito dourado: Você é esplêndido. Adorei a noite. Beijos da virgem dos lábios de fel.
Autor: Jair Silva 3º F
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